Plano de Segurança: Trabalho com Inflamáveis e Combustíveis (NR-20)
Plano de Segurança: Trabalho com Inflamáveis e Combustíveis (NR-20)
1.0 Introdução e Objetivo do Plano
O manuseio, armazenamento e transporte de substâncias inflamáveis e combustíveis representam um dos maiores desafios de segurança em ambientes industriais e comerciais. A natureza volátil desses materiais exige um nível excepcional de rigor, conhecimento e vigilância para prevenir incidentes que podem ter consequências catastróficas, incluindo incêndios, explosões e graves danos à saúde humana e ao meio ambiente. Este documento serve como um guia fundamental e um plano de ação para mitigar esses riscos, estabelecendo procedimentos claros e responsabilidades definidas, em total conformidade com a Norma Regulamentadora nº 20 (NR-20).
O objetivo principal deste plano é estabelecer uma estrutura robusta de segurança para todas as atividades que envolvem inflamáveis e combustíveis na organização. Os propósitos específicos incluem:
- Estabelecer diretrizes claras e obrigatórias para a proteção da segurança e saúde de todos os trabalhadores envolvidos.
- Detalhar os procedimentos de prevenção e controle de riscos, desde a identificação de perigos até a implementação de barreiras de proteção coletivas e individuais.
- Definir as ações a serem tomadas em situações de emergência, garantindo uma resposta rápida, organizada e eficaz a incidentes como vazamentos e incêndios.
- Garantir a conformidade legal da empresa com todos os requisitos estabelecidos pela Norma Regulamentadora nº 20.
O compromisso desta organização com a segurança é inabalável. Para que este plano seja eficaz, é essencial que cada colaborador compreenda não apenas os procedimentos aqui descritos, mas também a base regulatória que os sustenta: a NR-20.
2.0 Fundamentos da Norma Regulamentadora nº 20 (NR-20)
A Norma Regulamentadora nº 20 é a espinha dorsal da gestão de segurança para atividades com inflamáveis e combustíveis no Brasil. Ela não é apenas um conjunto de regras, mas uma estratégia regulatória projetada para reduzir acidentes e proteger vidas. Classificada como uma norma especial, seus requisitos se sobrepõem a outras normas em atividades específicas, estabelecendo um padrão elevado de controle de riscos para todas as empresas que lidam com essas substâncias perigosas.
2.1. Histórico e Propósito da NR-20
Originalmente editada pela Portaria MTb nº 3.214 de 08 de junho de 1978, a NR-20 surgiu para regulamentar a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) no que tange à segurança com líquidos combustíveis e inflamáveis. Seu propósito fundamental é claro: estabelecer os requisitos mínimos para a gestão da segurança e saúde no trabalho contra os fatores de risco de acidentes provenientes das atividades que envolvem a extração, produção, armazenamento, transferência, manuseio e manipulação de inflamáveis e líquidos combustíveis.
2.2. Atividades Abrangidas pela Norma
A NR-20 possui um escopo amplo, aplicando-se a uma vasta gama de operações. De acordo com o item 20.2.1 da norma, as seguintes atividades são cobertas:
- Extração
- Produção
- Armazenamento
- Transferência
- Manuseio
- Manipulação
É crucial destacar que a norma abrange todas as fases do ciclo de vida de uma instalação, desde sua concepção até sua desativação, incluindo as etapas de projeto, construção, montagem, operação, manutenção, inspeção e desativação.
Compreender o escopo da norma é o primeiro passo. O segundo é classificar corretamente as instalações para aplicar os controles de segurança proporcionais ao risco existente.
3.0 Classificação das Instalações
A classificação das instalações em Classes I, II e III é um pilar da NR-20. Essa categorização não é arbitrária; ela determina a complexidade e a abrangência das medidas de segurança que devem ser implementadas. A lógica é simples: quanto maior o risco associado à atividade e à capacidade de armazenamento, mais rigorosos são os controles exigidos. A tabela a seguir detalha os critérios de classificação.
Classe | Critério por Atividade | Critério por Capacidade de Armazenamento |
Classe I | Postos de serviço com inflamáveis e/ou líquidos combustíveis.<br>Atividades de distribuição canalizada de gases inflamáveis em instalações com Pressão Máxima de Trabalho Admissível (PMTA) limitada a 18,0 kgf/cm². | Gases inflamáveis: acima de 2 ton até 60 ton.<br>Líquidos inflamáveis e/ou combustíveis: acima de 10 m³ até 5.000 m³. |
Classe II | Engarrafadoras de gases inflamáveis.<br>Atividades de transporte dutoviário de gases e líquidos inflamáveis e/ou combustíveis.<br>Atividades de distribuição canalizada de gases inflamáveis em instalações com PMTA acima de 18,0 kgf/cm². | Gases inflamáveis: acima de 60 ton até 600 ton.<br>Líquidos inflamáveis e/ou combustíveis: acima de 5.000 m³ até 50.000 m³. |
Classe III | Refinarias.<br>Unidades de processamento de gás natural.<br>Instalações petroquímicas.<br>Usinas de fabricação de etanol e/ou unidades de fabricação de álcool. | Gases inflamáveis: acima de 600 ton.<br>Líquidos inflamáveis e/ou combustíveis: acima de 50.000 m³. |
A aplicação correta dessas classificações depende de um entendimento claro da terminologia técnica, que será detalhada na seção a seguir.
4.0 Definições e Conceitos Fundamentais
A uniformidade da terminologia é essencial para a comunicação eficaz e a aplicação correta dos procedimentos de segurança. Um vocabulário comum garante que todos, desde a equipe de operação até a brigada de emergência, compreendam os riscos e as ações necessárias da mesma maneira. Esta seção serve como um glossário técnico de referência para os conceitos mais importantes da NR-20.
4.1. Classificação de Produtos segundo a NR-20
A norma define os produtos com base em seu ponto de fulgor, uma propriedade crucial para determinar seu potencial de risco.
- Líquidos Inflamáveis: "São líquidos que possuem ponto de fulgor ≤ 60 °C."
- Gases Inflamáveis: "Gases que inflamam com o ar a 20 °C e uma pressão-padrão de 101,3 kPa."
- Líquidos Combustíveis: "São líquidos com ponto de fulgor > 60 °C e ≤ 93 °C."
Atenção: Para fins de conformidade com a NR-20, qualquer líquido com ponto de fulgor superior a 60°C deve ser tratado como um líquido inflamável se for armazenado ou transferido em temperaturas iguais ou superiores ao seu próprio ponto de fulgor.
4.2. Propriedades Físico-Químicas Relevantes
- Ponto de Fulgor: A menor temperatura na qual os vapores de um líquido ou sólido, misturados ao ar, iniciam a combustão na presença de uma fonte de ignição. É um indicador primário da inflamabilidade de uma substância.
- Ponto de Combustão: A menor temperatura na qual a quantidade de vapores gerados é suficiente para iniciar e manter a combustão, mesmo após a retirada da fonte de ignição. É sempre alguns graus acima do ponto de fulgor.
- Ponto de Autoignição: A menor temperatura na qual gases ou vapores entram em combustão espontaneamente, apenas pela energia térmica acumulada (ondas de calor), sem a necessidade de uma fonte externa de ignição como uma faísca ou chama.
Em resumo, o Ponto de Fulgor indica se um material pode inflamar, o Ponto de Combustão indica se ele pode manter a chama, e o Ponto de Autoignição define a temperatura em que ele entra em combustão sem uma fonte de ignição externa.
4.3. Conceitos de Combustão e Explosividade
- Faixa de Inflamabilidade: Refere-se à faixa de concentração de um gás ou vapor em mistura com o ar, situada entre o Limite Inferior de Explosividade (LIE) e o Limite Superior de Explosividade (LSE), na qual a combustão pode ocorrer.
- Mistura Pobre: Uma mistura de gás ou vapor com o ar que está abaixo do Limite Inferior de Explosividade (LIE). A concentração de combustível é insuficiente para iniciar a combustão.
- Mistura Rica: Uma mistura de gás ou vapor com o ar que está acima do Limite Superior de Explosividade (LSE). A concentração de combustível é tão alta (e a de oxigênio tão baixa) que a combustão não pode ser sustentada.
O entendimento desses conceitos é a base para a identificação e avaliação dos perigos e riscos presentes no ambiente de trabalho.
5.0 Análise de Perigos e Riscos
A análise de riscos é o coração da prevenção de acidentes. É um processo proativo e sistemático que busca identificar fontes de perigo e avaliar a probabilidade de sua ocorrência (risco). Ao compreender onde e como os incidentes podem acontecer, podemos implementar barreiras de segurança eficazes para evitá-los ou mitigar suas consequências.
5.1. Diferença entre Perigo e Risco
Para uma análise eficaz, é vital diferenciar claramente os conceitos de perigo e risco:
- Perigo: É algo que tem o potencial intrínseco de causar dano. Exemplo: "Um tubarão no mar é um perigo".
- Risco: É a probabilidade de que o perigo se materialize e cause dano, combinada com a severidade desse dano. Exemplo: "Nadar com um tubarão é um risco".
No nosso contexto, um tanque de gasolina é um perigo; o risco está associado a uma operação de transferência mal executada que pode levar a um vazamento e incêndio.
5.2. Principais Riscos Associados a Inflamáveis
Os riscos primários ao trabalhar com inflamáveis e combustíveis são:
- Incêndio e Explosão: Este é o risco mais evidente e perigoso. Ocorre quando uma mistura de vapor ou gás inflamável com o ar, dentro da faixa de inflamabilidade, encontra uma fonte de ignição. A severidade do evento dependerá da quantidade de material, do confinamento do ambiente e de outras condições agravantes.
- Riscos à Saúde (Toxicidade): O perigo não se limita ao fogo. A exposição a essas substâncias pode causar danos graves à saúde. Isso inclui:
- Inalação: Muitos vapores são tóxicos e podem causar desde irritação respiratória até intoxicação sistêmica, dependendo da concentração e do tempo de exposição.
- Contato com a Pele: A ação solvente de muitos produtos pode remover a oleosidade natural da pele, causando irritações, dermatites e outras lesões.
- Asfixia: Em espaços confinados, como tanques de armazenamento que estiveram fechados por muito tempo, pode ocorrer um risco de asfixia. A formação de óxidos (ferrugem) na parede interna do tanque pode consumir o oxigênio do ar, criando uma atmosfera com deficiência de oxigênio e perigosa para a vida.
5.3. Fontes de Ignição e Seu Controle
Uma fonte de ignição é qualquer fonte de energia térmica (fagulha, calor, faísca) suficiente para ativar a reação de combustão em uma atmosfera inflamável. O controle rigoroso dessas fontes é uma das principais estratégias de prevenção. As fontes mais comuns incluem:
- Origem Elétrica: Fiação danificada, painéis elétricos, motores, tomadas e luminárias não apropriadas para áreas classificadas.
- Origem Eletrônica: Sensores, transmissores e outros componentes de instrumentação.
- Origem Eletrostática: Acúmulo e descarga de eletricidade estática gerada por atrito, como durante a transferência de líquidos entre recipientes.
- Outras Fontes: Chamas abertas (solda), superfícies quentes (motores, tubulações), faíscas de ferramentas manuais ou de escapamentos de veículos.
A principal estratégia de controle é a proibição estrita de fontes de ignição em áreas classificadas onde uma atmosfera inflamável possa estar presente. Qualquer trabalho que gere calor ou faíscas (como solda ou esmerilhamento) nessas áreas deve ser precedido por uma "Permissão de Trabalho" (PT). A PT é uma ferramenta de gestão que formaliza a análise de riscos e a aplicação de controles específicos (como isolamento da área e monitoramento de gases) antes de liberar uma atividade não rotineira de alto risco.
A identificação detalhada desses riscos e fontes de ignição nos permite implementar as medidas de controle adequadas para proteger nossos colaboradores.
6.0 Medidas de Prevenção e Controle de Riscos
As medidas de controle são as barreiras que implementamos para evitar que os perigos se transformem em acidentes. Elas operam em duas camadas principais: medidas de controle coletivo, que protegem o ambiente de trabalho e todos os presentes, e medidas de controle individual, que oferecem uma camada adicional de proteção diretamente ao trabalhador.
6.1. Medidas de Controle Coletivo (EPCs)
Os Equipamentos de Proteção Coletiva (EPCs) são a primeira linha de defesa e devem ser sempre priorizados.
- Ventilação Adequada: A ventilação, seja natural (janelas, aberturas) ou mecânica (exaustores, insufladores), é crucial para dispersar vapores e evitar que se acumulem até atingir uma concentração dentro da faixa de inflamabilidade.
- Separação de Áreas: O isolamento de materiais e processos perigosos é fundamental. Isso é feito através de barreiras físicas, como paredes corta-fogo, e o uso de armários de segurança projetados para armazenar inflamáveis, contendo potenciais incêndios em seu interior.
- Sistemas de Combate a Incêndio: Instalações devem ser equipadas com sistemas adequados para uma resposta rápida a incêndios. Isso inclui extintores de incêndio, sistemas de sprinklers (chuveiros automáticos), hidrantes, mangueiras e sistemas de alarme e detecção de fumaça ou calor.
- Aterramento (Controle de Eletricidade Estática): A eletricidade estática é uma fonte de ignição silenciosa e perigosa. O aterramento é a melhor forma de evitar seu acúmulo, conectando equipamentos e recipientes à terra para dissipar qualquer carga elétrica gerada. O aterramento de carretas tanque durante as operações de transferência de produtos é obrigatório e de vital importância.
- Sinalização de Segurança: O empregador tem a obrigação de sinalizar claramente todas as áreas de risco, indicando a presença de inflamáveis e a proibição explícita do uso de fontes de ignição, como fumar, usar celulares ou outras ferramentas que possam gerar faíscas.
6.2. Medidas de Controle Individual (EPIs)
Os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) são usados para proteger o trabalhador quando os EPCs não são suficientes para eliminar completamente o risco.
- Roupas de Proteção: Macacões, jalecos ou uniformes fabricados com materiais resistentes a chamas e respingos de produtos químicos.
- Proteção para Olhos e Face: Óculos de segurança ou viseiras faciais para proteger contra respingos de líquidos e faíscas.
- Proteção para a Cabeça: Capacetes de segurança para proteção contra impactos e quedas de objetos.
- Proteção Respiratória: Máscaras ou respiradores adequados para proteger contra a inalação de vapores tóxicos, especialmente em áreas com ventilação limitada.
- Proteção para Mãos e Pés: Luvas resistentes a produtos químicos para proteger as mãos e botas de segurança, frequentemente com solados antiderrapantes, para proteger os pés.
6.3. Treinamento e Procedimentos de Segurança Pessoal
Os EPIs só são eficazes se usados corretamente. Todos os trabalhadores devem receber treinamento completo sobre como usar, ajustar, inspecionar e manter seus equipamentos. Além disso, é fundamental seguir procedimentos de segurança pessoal, como não portar isqueiros, fósforos ou telefones celulares em áreas de risco.
Mesmo com a implementação rigorosa de todas as medidas preventivas, a possibilidade de um incidente nunca pode ser totalmente eliminada. Por isso, é imperativo ter um plano claro e bem treinado para responder a emergências.
7.0 Plano de Resposta a Emergências
Um Plano de Resposta a Emergências tem como finalidade garantir que, na eventualidade de um incidente como vazamento, incêndio ou explosão, as ações tomadas sejam rápidas, organizadas e eficazes. O objetivo é proteger vidas, minimizar os danos ao meio ambiente e ao patrimônio e controlar a situação o mais rápido possível.
7.1. Estrutura do Plano
Um plano de emergência robusto deve conter os seguintes componentes essenciais:
- Identificação de Riscos Específicos: Análise dos cenários de acidente mais prováveis para a instalação (ex: vazamento em tanque, incêndio em área de transferência).
- Designação de Responsabilidades: Definição clara de quem faz o quê durante uma emergência, incluindo o líder da equipe de resposta, equipes de evacuação, brigadistas e socorristas.
- Procedimentos de Evacuação: Mapeamento de rotas de fuga seguras, saídas de emergência e pontos de encontro claramente sinalizados e conhecidos por todos.
- Comunicação de Emergência: Estabelecimento de um sistema de alarme sonoro e visual para alertar todos os trabalhadores e um protocolo para notificar os serviços de emergência externos (Corpo de Bombeiros, Defesa Civil).
7.2. Ações em Caso de Vazamento
Em caso de vazamento, a prioridade máxima é a segurança pessoal. Os trabalhadores devem ser treinados para reconhecer os sinais de um vazamento (odor, som, nuvem de vapor) e seguir imediatamente os procedimentos de evacuação estabelecidos, afastando-se da área e seguindo para o ponto de encontro.
7.3. Ações em Caso de Incêndio
O combate a um incêndio em sua fase inicial pode evitar uma catástrofe. Para isso, é essencial conhecer as classes de fogo e os agentes extintores apropriados.
Classe de Fogo | Materiais Envolvidos | Método/Agente de Extinção Recomendado |
Classe A | Materiais sólidos como papel, madeira, tecidos e borracha, que queimam em superfície e profundidade, deixando resíduos (cinzas). | Resfriamento: Água. |
Classe B | Líquidos e gases inflamáveis como gasolina, óleo e tintas. Queimam apenas na superfície e não deixam resíduos. | Abafamento: Pó Químico Seco (PQS), Dióxido de Carbono (CO2). |
Classe C | Equipamentos elétricos energizados, como motores, transformadores, painéis e computadores. | Agentes não condutores: Pó Químico Seco (PQS), Dióxido de Carbono (CO2). |
Classe D | Metais combustíveis pirofóricos como magnésio, sódio e alumínio em pó. | Abafamento: Pó Químico Especial para metais. |
Classe E | Materiais radioativos. | Isolar a área e contatar o Corpo de Bombeiros (193) imediatamente. |
Classe K | Óleos e gorduras de cozinha (banha, gordura vegetal). | Abafamento: Agente extintor específico para Classe K (solução aquosa de acetato de potássio). |
O treinamento prático no uso de extintores é fundamental. Os trabalhadores devem estar familiarizados com a técnica de operação, que pode ser resumida em quatro passos: Puxe o pino de segurança; Aponte o bico para a base do fogo; Aperte o gatilho para liberar o agente extintor; e Mova o jato em movimentos de varredura lateral (como uma vassoura).
7.4. Relatórios e Avaliação Pós-Incidente
Após o controle de qualquer emergência, é crucial registrar e analisar o incidente detalhadamente. Esse processo permite identificar as causas raiz, avaliar a eficácia do plano de resposta e identificar lições aprendidas para aprimorar os procedimentos de segurança e evitar a repetição do evento.
O sucesso na execução de um plano de emergência depende diretamente da clareza dos papéis e da responsabilidade de cada indivíduo na organização.
8.0 Papéis e Responsabilidades
A segurança é uma responsabilidade compartilhada que permeia todos os níveis da organização. O sucesso de um plano de segurança não depende apenas de procedimentos bem escritos, mas da clareza com que cada indivíduo compreende e executa seu papel. Uma cultura de segurança robusta é construída sobre essa base de responsabilidades mútuas.
8.1. Responsabilidades do Empregador
Ao empregador cabe o papel de liderança e a obrigação de fornecer um ambiente de trabalho seguro. Conforme a NR-20, suas principais responsabilidades incluem:
- Elaborar, documentar, implementar, divulgar e manter atualizados todos os procedimentos operacionais de segurança e saúde no trabalho.
- Fornecer treinamento adequado, específico e contínuo a todos os trabalhadores expostos aos riscos, garantindo que compreendam os procedimentos e saibam como agir em emergências.
- Sinalizar adequadamente as áreas de risco, com avisos claros sobre a presença de inflamáveis e a proibição de fontes de ignição.
- Implementar e manter medidas eficazes para o controle de eletricidade estática, como sistemas de aterramento.
- Garantir que todos os equipamentos, ferramentas e veículos utilizados em áreas classificadas sejam apropriados para o risco, certificados quando necessário, e mantidos em perfeito estado de conservação.
8.2. Responsabilidades dos Trabalhadores
A segurança no dia a dia é construída pelas ações de cada trabalhador. Suas responsabilidades são igualmente cruciais:
- Seguir rigorosamente todos os procedimentos de segurança e saúde estabelecidos pela empresa, sem desvios ou improvisações.
- Utilizar, cuidar e manter adequadamente todos os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) fornecidos, inspecionando-os antes de cada uso.
- Comunicar imediatamente à sua supervisão qualquer condição de risco, incidente, ou "quase acidente" que observar no ambiente de trabalho.
- Participar ativamente de todos os treinamentos de segurança, simulados de emergência e diálogos de segurança, contribuindo com sua experiência e esclarecendo suas dúvidas.
A combinação de procedimentos operacionais seguros, fiscalizados pelo empregador, com a conduta responsável dos trabalhadores forma a base de uma cultura de segurança proativa e eficaz.
9.0 Conclusão
Este plano detalha os procedimentos e princípios essenciais para o trabalho seguro com inflamáveis e combustíveis. A mensagem central é inequívoca: atividades que envolvem esses materiais exigem vigilância constante, disciplina operacional e um compromisso inabalável com as práticas de segurança. Reduzir riscos não é uma tarefa pontual, mas um processo contínuo de avaliação, controle e melhoria.
A segurança não é apenas uma prioridade que pode mudar, mas um valor essencial e imutável em nossa cultura organizacional. O comprometimento com as diretrizes deste plano protege não apenas vidas e a integridade física dos nossos colaboradores, mas também preserva o meio ambiente e garante a continuidade de nossas operações. Nosso objetivo final é garantir que cada trabalhador retorne para sua casa em segurança, todos os dias.
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Quiz para Brigada de Incêndio: Avaliação de Conhecimentos
I. Classes de Incêndio e Conceitos Fundamentais
O que constitui o Tetraedro do Fogo e qual elemento é adicionado ao Triângulo do Fogo para explicar a auto sustentação da combustão?
a) Combustível, Comburente, Calor e Ponto de Fulgor.
b) Comburente, Agente Extintor, Calor e Reação em Cadeia.
c) Combustível, Comburente, Calor e Reação em Cadeia.
d) Combustível, Fumaça, Comburente e Temperatura.
Incêndios de Classe B envolvem líquidos e gases inflamáveis. Qual o principal método de extinção recomendado para esta classe e por quê?
a) Resfriamento com água, pois reduz a temperatura do líquido rapidamente.
b) Abafamento com $\text{CO}_2$, pois impede a emissão de vapores inflamáveis.
c) Isolamento, removendo todo o líquido para um local seguro.
d) Quebra da Reação em Cadeia, usando Pó Químico Seco ou $\text{CO}_2$.
Um incêndio em um painel elétrico energizado é classificado como Classe C. Qual agente extintor é obrigatoriamente proibido nestes casos?
a) Pó Químico Seco (PQS).
b) Gás Carbônico ($\text{CO}_2$).
c) Água (Jato Sólido ou Neblina).
d) Agente Halogenado.
Qual é a principal característica que diferencia um incêndio de Classe A dos demais?
a) A combustão ocorre apenas na superfície do material.
b) Ocorre em materiais combustíveis sólidos e deixa resíduos como cinzas e brasas.
c) Envolve, obrigatoriamente, a presença de eletricidade.
d) Exige o uso de um pó químico especial (Classe D) para extinção.
Qual classe de incêndio requer um agente extintor que atua por saponificação, e qual o agente tipicamente utilizado?
a) Classe D, usando Pó Químico Especial para metais.
b) Classe B, usando Espuma Mecânica.
c) Classe K, usando Agente Saponificante.
d) Classe A, usando Extintor de Água Pressurizada.
O extintor de Gás Carbônico ($\text{CO}_2$) é o mais adequado para o combate a incêndios de Classe C. Sua eficácia se deve ao fato de:
a) Atuar por quebra da reação em cadeia e possuir alta pressão.
b) Atuar por abafamento (redução de $\text{O}_2$) e ser não condutor de eletricidade.
c) Atuar por resfriamento e deixar resíduos que protegem o equipamento.
d) Ser o único agente capaz de penetrar em equipamentos energizados.
O método de extinção conhecido como Isolamento consiste em:
a) Reduzir a temperatura do material abaixo do seu ponto de ignição.
b) Interromper a reação química entre o combustível e o comburente.
c) Remover o material combustível que ainda não foi atingido pelo fogo, criando uma zona de descontinuidade.
d) Diminuir a concentração de oxigênio na área do incêndio para menos de $16\%$.
Qual extintor é considerado o mais versátil, pois pode ser utilizado nas Classes A, B e C?
a) Água Pressurizada.
b) Espuma Mecânica.
c) Gás Carbônico ($\text{CO}_2$).
d) Pó Químico Seco (PQS) $\text{ABC}$.
Qual a principal desvantagem do uso de Pó Químico Seco em comparação ao $\text{CO}_2$ no combate a incêndios de Classe C em equipamentos sensíveis?
a) O PQS é um agente condutor de eletricidade.
b) O PQS não é eficaz em incêndios de Classe C.
c) O PQS pode danificar permanentemente os equipamentos eletrônicos devido aos resíduos corrosivos.
d) O PQS atua apenas por abafamento, que é lento em eletrônicos.
Qual equipamento de combate a incêndio é projetado para atuar de forma automática na extinção ou controle do fogo, sem a necessidade de intervenção humana?
a) Abrigo de Mangueiras e Hidrantes.
b) Extintor de Incêndio Portátil.
c) Sistema de Sprinklers (Chuveiros Automáticos).
d) Acionador Manual de Alarme.
II. Equipamentos de Combate, EPI e EPC
Qual é a principal função da Porta Corta-Fogo (PCF) em uma rota de saída de emergência?
a) Facilitar o acesso dos Bombeiros à área de risco.
b) Promover a pressurização da escada de emergência.
c) Impedir o acesso de pessoas não autorizadas à escada.
d) Retardar a propagação do fogo e da fumaça para proteger a rota de fuga.
O EPI (Equipamento de Proteção Individual) mais fundamental para a proteção respiratória de um brigadista em um ambiente com fumaça e gases tóxicos é:
a) Capacete de proteção contra impactos.
b) Luvas de raspa de couro.
c) Máscara de filtro químico para vapores orgânicos.
d) Equipamento de Proteção Respiratória Autônomo (EPRA / SCBA).
Qual é a principal diferença entre EPI (Equipamento de Proteção Individual) e EPC (Equipamento de Proteção Coletiva) em um contexto de segurança contra incêndio?
a) EPI protege o patrimônio, e EPC protege o meio ambiente.
b) EPI é usado pelo indivíduo, e EPC é utilizado para proteger a totalidade dos ocupantes ou uma área.
c) EPI é obrigatório por lei, e EPC é opcional.
d) EPI é fornecido pela Brigada, e EPC é fornecido pelo Corpo de Bombeiros.
Qual dos itens abaixo é classificado como um EPC essencial nas rotas de saída de emergência?
a) Óculos de segurança.
b) Iluminação de Emergência.
c) Avental de PVC.
d) Roupa de Aproximação (Bombeiro).
No procedimento de combate a incêndio, a primeira ação da Brigada de Incêndio deve ser:
a) Iniciar o combate ao princípio de incêndio com o extintor mais próximo.
b) Acionar imediatamente o alarme da edificação e o Corpo de Bombeiros (193).
c) Desligar a chave geral de energia do prédio.
d) Iniciar a evacuação da área de risco.
Ao utilizar um extintor, a técnica conhecida como PASS é empregada. O que a letra 'A' nesta sigla representa?
a) Acionar o gatilho, liberando o agente.
b) Apontar o bico ou a mangueira para a base do fogo.
c) Avisar o Corpo de Bombeiros.
d) Afastar as pessoas da área de risco.
Qual é a principal razão pela qual os ocupantes de uma edificação devem ser instruídos a não utilizar elevadores em caso de incêndio?
a) O elevador pode parar no andar em chamas e ser usado para propagar o fogo.
b) A estrutura do elevador não resiste ao calor e pode desabar.
c) Os elevadores dependem de eletricidade, que pode ser cortada ou falhar, prendendo pessoas no poço com fumaça.
d) O peso de muitas pessoas no elevador pode sobrecarregar o sistema de emergência.
Em um incêndio, a fumaça tende a ser o maior risco. O procedimento correto de abandono em um ambiente com muita fumaça é:
a) Tentar abrir janelas e portas para ventilar o local.
b) Correr rapidamente para o andar debaixo e buscar o ponto de encontro.
c) Caminhar agachado ou rastejando, mantendo-se próximo ao chão.
d) Cobrir o rosto com as mãos e prender a respiração o máximo possível.
A principal função da Sinalização de Emergência (placas fotoluminescentes) em uma edificação é:
a) Indicar o Ponto de Encontro da Brigada de Incêndio.
b) Garantir a iluminação das escadas de emergência em caso de falta de energia.
c) Orientar os ocupantes sobre as rotas de fuga e a localização dos equipamentos de combate.
d) Identificar os membros da Brigada de Incêndio.
Qual é a função do Plano de Emergência Contra Incêndio de uma edificação?
a) Substituir a necessidade de formação da Brigada de Incêndio.
b) Servir como um manual de manutenção para todos os equipamentos de combate.
c) Documentar as ações coordenadas de todos os ocupantes em caso de sinistro, desde o alarme até o retorno à normalidade.
d) Determinar a largura mínima das escadas de emergência, conforme a $\text{NBR 9077}$.
III. Procedimentos e Riscos Específicos
Em termos de EPI, a Roupa de Aproximação utilizada por bombeiros é confeccionada com materiais resistentes ao calor, como Nomex ou Kevlar. Qual é o objetivo primário dessa roupa?
a) Proteger o usuário contra agentes químicos e corrosivos.
b) Proporcionar conforto e leveza, não sendo resistente a altas temperaturas.
c) Isolar termicamente o corpo contra o calor e as chamas por um período limitado de tempo.
d) Apenas identificar o profissional em meio à fumaça.
Para garantir a segurança da Brigada e dos demais ocupantes, qual é a condição de utilização obrigatória de todos os Equipamentos de Combate (extintores, mangueiras, alarmes)?
a) Devem ser verificados a cada 5 anos, coincidindo com a reforma do prédio.
b) Devem estar devidamente sinalizados, desobstruídos e em perfeitas condições de funcionamento.
c) Devem estar trancados e com acesso restrito apenas aos líderes da Brigada.
d) Devem ser substituídos anualmente, independentemente do seu estado de conservação.
A Espuma Mecânica é um agente extintor que atua em incêndios de Classes A e B. Seu método de extinção em líquidos inflamáveis (Classe B) é realizado por:
a) Quebra da Reação em Cadeia e Resfriamento.
b) Abafamento e Resfriamento.
c) Isolamento do combustível e Redução da Pressão.
d) Saponificação e Diluição.
Em um Simulado de Abandono, qual é o papel principal do Chefe da Brigada ou Coordenador Geral?
a) Garantir o uso correto dos extintores de incêndio por todos os brigadistas.
b) Avaliar o tempo gasto na evacuação e a eficácia das rotas de fuga.
c) Coordenar as ações de todos os líderes de setor/pavimento e realizar a contagem final dos ocupantes no Ponto de Encontro.
d) Substituir o Corpo de Bombeiros, assumindo o controle total do incêndio.
Qual é a principal obrigação da Brigada de Incêndio após a chegada e o acionamento do Corpo de Bombeiros?
a) Abandonar o local imediatamente, pois a responsabilidade é dos Bombeiros.
b) Fornecer informações detalhadas sobre a localização do fogo, vítimas e layout da edificação.
c) Continuar o combate ao fogo sem seguir as ordens do Comandante do Incêndio.
d) Avaliar se o trabalho dos Bombeiros está sendo executado corretamente.
Um incêndio que ocorre em metais pirofóricos (como magnésio ou sódio) é de Classe D. O que torna esses incêndios tão perigosos e exige agentes extintores específicos?
a) A capacidade de conduzir eletricidade, mesmo desligados.
b) A reação violenta com a água, liberando hidrogênio e aumentando a temperatura de forma extrema.
c) A baixa temperatura de queima, que dificulta o resfriamento.
d) A queima lenta e superficial, que permite o uso de qualquer extintor.
Em um ambiente industrial com alto risco de incêndio, o que o EPC - Sistema de Detecção e Alarme de Incêndio deve ser capaz de fazer como requisito mínimo?
a) Garantir a extinção completa do incêndio, substituindo o uso de extintores.
b) Apenas emitir um sinal sonoro para os brigadistas no local do foco.
c) Identificar o foco, acionar o alerta (sonoro/visual) para toda a edificação e indicar o local do sinistro na central.
d) Avaliar automaticamente o grau de queimadura das vítimas.
Na formação da Brigada de Incêndio, o treinamento de Primeiros Socorros é essencial. Qual a primeira ação a ser realizada por um brigadista em caso de vítima de choque elétrico?
a) Tocar na vítima para puxá-la e afastá-la da fonte de eletricidade.
b) Iniciar imediatamente a Reanimação Cardiopulmonar (RCP).
c) Desligar a fonte de eletricidade (chave geral ou disjuntor) antes de tocar na vítima.
d) Aplicar água para resfriar as queimaduras elétricas.
De acordo com a IT 17 do CB PMESP, para fins de renovação do Atestado de Brigada de Incêndio, o treinamento da Brigada deve ser atualizado (reciclado) com que periodicidade máxima?
a) A cada 5 anos.
b) A cada 6 meses, obrigatoriamente.
c) No máximo a cada 12 meses (anualmente).
d) Apenas quando houver mudança do líder da Brigada.
Um hidrante é um equipamento de combate. Em relação à pressão da água, qual é o principal risco para o brigadista ao abrir o registro de linha de mangueira sem estar com o esguicho em mãos ou firmemente seguro?
a) A falta de água no sistema, o que causaria danos à bomba.
b) O vazamento de água na caixa do hidrante, que pode causar Classe C.
c) O 'golpe de aríete' que pode danificar as tubulações do prédio.
d) A chicotada da mangueira, causada pela alta pressão, que pode causar lesões graves ou perda de controle.
I. Classes de Incêndio e Conceitos Fundamentais
| Nº | Resposta Correta | Explicação |
| 1 | c) Combustível, Comburente, Calor e Reação em Cadeia. | O Tetraedro do Fogo (Combustível, Comburente, Calor) inclui a Reação em Cadeia como o quarto elemento, representando a energia autossustentada que mantém o fogo aceso. |
| 2 | b) Abafamento com $\text{CO}_2$, pois impede a emissão de vapores inflamáveis. | Incêndios de Classe B (líquidos/gases) queimam na superfície. O Abafamento remove o oxigênio necessário para sustentar a combustão superficial. A água é proibida por espalhar o líquido. |
| 3 | c) Água (Jato Sólido ou Neblina). | A água é condutora de eletricidade, representando alto risco de choque elétrico para o operador e dano ao equipamento na Classe C (equipamentos energizados). |
| 4 | b) Ocorre em materiais combustíveis sólidos e deixa resíduos como cinzas e brasas. | A principal característica da Classe A (madeira, papel) é que a combustão ocorre em profundidade e deixa brasas, exigindo resfriamento com água. |
| 5 | c) Classe K, usando Agente Saponificante. | A Classe K (óleos e gorduras de cozinha) é combatida por agentes que causam a saponificação, uma reação química que transforma a gordura em uma espuma isolante que abafa e resfria. |
| 6 | b) Atuar por abafamento (redução de $\text{O}_2$) e ser não condutor de eletricidade. | O Gás Carbônico ($\text{CO}_2$) atua retirando o oxigênio (Abafamento). Sua natureza não condutora o torna seguro para uso em Classe C. |
| 7 | c) Remover o material combustível que ainda não foi atingido pelo fogo, criando uma zona de descontinuidade. | O Isolamento (ou remoção) é o ato de retirar o combustível das proximidades do fogo para que a propagação seja interrompida. |
| 8 | d) Pó Químico Seco (PQS) $\text{ABC}$. | O PQS $\text{ABC}$ é o único agente extintor portátil que atua nas três classes mais comuns: A (por resfriamento/abafamento), B (por quebra da reação e abafamento) e C (por quebra da reação e não condutor). |
| 9 | c) O PQS pode danificar permanentemente os equipamentos eletrônicos devido aos resíduos corrosivos. | Embora eficaz, o Pó Químico Seco deixa um resíduo fino e corrosivo que pode inviabilizar o uso futuro de equipamentos eletrônicos e sensíveis. |
| 10 | c) Sistema de Sprinklers (Chuveiros Automáticos). | Os Sprinklers são acionados automaticamente quando a temperatura ambiente atinge um ponto pré-determinado, liberando água sem a necessidade de intervenção humana. |
II. Equipamentos de Combate, EPI e EPC
| Nº | Resposta Correta | Explicação |
| 11 | d) Retardar a propagação do fogo e da fumaça para proteger a rota de fuga. | A PCF é um elemento de proteção passiva essencial, projetada para isolar a escada por um tempo determinado, impedindo que o fogo e a fumaça a tornem intransitável. |
| 12 | d) Equipamento de Proteção Respiratória Autônomo (EPRA / SCBA). | Em um incêndio, há deficiência de oxigênio e alta concentração de gases tóxicos. O EPRA é o único equipamento que fornece ar puro de um cilindro, garantindo a sobrevivência do brigadista nesse ambiente. |
| 13 | b) EPI é usado pelo indivíduo, e EPC é utilizado para proteger a totalidade dos ocupantes ou uma área. | EPI (Capacete, Luva) protege o usuário individualmente. EPC (Sinalização, Hidrante, Iluminação de Emergência) protege a coletividade. |
| 14 | b) Iluminação de Emergência. | A Iluminação de Emergência é instalada para o benefício de todos os ocupantes, iluminando as rotas de fuga durante falhas de energia, sendo, portanto, um EPC. |
| 15 | b) Acionar imediatamente o alarme da edificação e o Corpo de Bombeiros (193). | A prioridade máxima é a comunicação do sinistro para iniciar a evacuação e garantir a chegada do socorro especializado, antes de tentar o combate. |
| 16 | b) Apontar o bico ou a mangueira para a base do fogo. | A sigla P.A.S.S. significa: Puxar o pino; Apontar para a base; Sugitar/Apertar o gatilho; Sweep (Varrer a base). O agente extintor deve ser direcionado ao combustível (base). |
| 17 | c) Os elevadores dependem de eletricidade, que pode ser cortada ou falhar, prendendo pessoas no poço com fumaça. | Em caso de incêndio, o fornecimento de energia elétrica da edificação é cortado ou falha, e o poço se enche de fumaça tóxica, tornando os elevadores armadilhas fatais. |
| 18 | c) Caminhar agachado ou rastejando, mantendo-se próximo ao chão. | A fumaça quente tende a subir e se acumular no teto. O ar mais limpo e frio se concentra junto ao chão, aumentando a chance de sobrevivência. |
| 19 | c) Orientar os ocupantes sobre as rotas de fuga e a localização dos equipamentos de combate. | A sinalização (placas fotoluminescentes) tem a função de guiar as pessoas de forma clara para as saídas de emergência e indicar os equipamentos (extintores, hidrantes) sob quaisquer condições de luz. |
| 20 | c) Documentar as ações coordenadas de todos os ocupantes em caso de sinistro, desde o alarme até o retorno à normalidade. | O Plano de Emergência é um documento-guia que estabelece as responsabilidades, os procedimentos de alarme, abandono, combate e o fluxo de informações para a gestão da crise. |
III. Procedimentos e Riscos Específicos
| Nº | Resposta Correta | Explicação |
| 21 | c) Isolar termicamente o corpo contra o calor e as chamas por um período limitado de tempo. | A roupa de aproximação é um EPI térmico que usa materiais como o Nomex para isolar o calor radiante e permitir que os bombeiros trabalhem próximos ao fogo sem sofrerem queimaduras graves. |
| 22 | b) Devem estar devidamente sinalizados, desobstruídos e em perfeitas condições de funcionamento. | A manutenção preventiva (IT 17) exige que os equipamentos sejam sempre acessíveis (desobstruídos) e aptos para uso imediato (plenas condições). |
| 23 | b) Abafamento e Resfriamento. | A espuma age formando um colchão que impede o contato do líquido inflamável com o oxigênio do ar (Abafamento) e, devido à água em sua composição, também reduz a temperatura (Resfriamento). |
| 24 | c) Coordenar as ações de todos os líderes de setor/pavimento e realizar a contagem final dos ocupantes no Ponto de Encontro. | O Coordenador da Brigada é o responsável pela gestão da emergência, garantindo que as ações de evacuação sejam executadas e, o mais importante, verificando se todos os ocupantes estão seguros no ponto de encontro. |
| 25 | b) Fornecer informações detalhadas sobre a localização do fogo, vítimas e layout da edificação. | A Brigada, por conhecer a planta e os riscos internos da edificação, deve atuar como guia e fonte de informação para o Corpo de Bombeiros, acelerando o socorro. |
| 26 | b) A reação violenta com a água, liberando hidrogênio e aumentando a temperatura de forma extrema. | Muitos metais pirofóricos, como o Sódio ou Magnésio, reagem violentamente com a água, gerando gás hidrogênio altamente inflamável e calor intenso. |
| 27 | c) Identificar o foco, acionar o alerta (sonoro/visual) para toda a edificação e indicar o local do sinistro na central. | O EPC de Detecção deve identificar (detector), comunicar (alarme) a todos os ocupantes e fornecer o endereço exato do problema à Brigada através da Central de Alarme. |
| 28 | c) Desligar a fonte de eletricidade (chave geral ou disjuntor) antes de tocar na vítima. | Em Primeiros Socorros, a segurança da cena é primordial. Antes de qualquer contato, é preciso interromper a corrente elétrica para evitar que o socorrista se torne a segunda vítima. |
| 29 | c) No máximo a cada 12 meses (anualmente). | A IT 17 do CB PMESP exige que o treinamento da Brigada de Incêndio seja reciclado anualmente, garantindo que os conhecimentos e procedimentos estejam sempre atualizados e memorizados. |
| 30 | d) A chicotada da mangueira, causada pela alta pressão, que pode causar lesões graves ou perda de controle. | A água sob alta pressão do hidrante pode fazer a mangueira se mover descontroladamente. O esguicho deve estar firmemente seguro por pelo menos um brigadista antes de o registro ser aberto. |

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