https://cbaplang.corpodebombeiros.sp.gov.br/internetCB/#/LegislacaoConsulta
Com base na Instrução Técnica nº 17/2025 (CBPMESP), aqui estão os principais conceitos, diretrizes e definições estruturantes que regem a Brigada de Incêndio no Estado de São Paulo
1. Objetivo e Aplicação
Objetivo: Estabelecer as condições mínimas para a composição, formação, implantação, treinamento e atualização da brigada de incêndio para atuar na prevenção, combate ao princípio de incêndio, abandono de área e primeiros socorros em edificações e áreas de risco
. Aplicação: Obrigatória a todas as edificações e áreas de risco enquadradas no Regulamento de Segurança contra Incêndio do Estado de São Paulo
.
2. Critérios de Seleção e Perfil do Brigadista
Os candidatos devem atender preferencialmente a critérios como
Permanecer na edificação durante todo o seu turno de trabalho
; Possuir boa condição física e boa saúde
; Ter bom conhecimento da edificação e de suas instalações (com preferência para funcionários das áreas de elétrica, hidráulica, utilidades e manutenção geral)
; Ser maior de 18 anos e alfabetizado
.
3. Estrutura e Hierarquia Funcional
A brigada é organizada de forma funcional e hierárquica
Brigadista: Pessoa treinada e capacitada para atuar na prevenção, combate inicial, abandono e primeiros socorros
. Líder: Responsável pela coordenação das ações em um determinado conjunto de setores, pavimento ou compartimento
. Chefe da Edificação ou do Turno: Responsável pela coordenação das ações de uma determinada edificação da planta
. Coordenador-Geral: Responsável por coordenar todas as ações de emergência de todas as edificações que compõem a planta, independentemente do número de turnos
.
4. Dimensionamento e Níveis de Formação
Cálculo do Efetivo (Tabela A.1): Determinado por pavimento/compartimento e por turno de trabalho, considerando o grupo/divisão de ocupação, grau de risco (baixo, médio, alto) e a população fixa
. Níveis de Treinamento e Carga Horária (Tabela B.2):
Nível Básico (4 horas): 1h teórica de incêndio, 2h prática de incêndio e 1h teórica/prática de primeiros socorros
. Nível Intermediário (8 horas): 2h teórica de incêndio, 3h prática de incêndio e 3h teórica/prática de primeiros socorros
. Nível Avançado (24 horas): 6h teórica de incêndio, 8h prática de incêndio, 4h teórica de primeiros socorros e 6h prática de primeiros socorros
.
Formato EAD: A parte teórica pode ser realizada opcionalmente em Ensino a Distância pelo portal oficial do CBPMESP, exceto os módulos de riscos específicos e produtos perigosos, que devem ser 100% presenciais
.
5. Validade, Atualização e Reciclagem
Validade do Atestado: Tem validade máxima de 12 meses (1 ano)
. Alteração de Efetivo: Deve ser emitido novo atestado sempre que houver alteração igual ou superior a 50% dos membros da brigada
. Reciclagem Anual: A partir do segundo treinamento, a parte teórica pode ser facultada aos brigadistas formados que obtiverem aproveitamento mínimo de 70% em pré-avaliação, realizando obrigatoriamente a parte prática
.
6. Procedimentos e Ações de Emergência
Ações de Prevenção: Inspeções visuais, comunicação de irregularidades nos sistemas, orientação da população e participação em simulados
. Ações de Emergência: Alerta, análise da situação, corte de energia (quando necessário/possível), primeiros socorros, confinamento do sinistro, combate ao princípio de incêndio, abandono de área e isolamento
. Ordem de Abandono: A evacuação deve sempre priorizar o local sinistrado e os pavimentos imediatamente superiores a ele
. Ponto de Encontro: Local externo seguro pré-determinado, situado a uma distância mínima de 100 metros da edificação sinistrada
.
7. Rotinas de Controle e Exercícios Simulados
Reuniões Ordinárias: Realizadas mensalmente com os líderes para avaliação de equipamentos, atualização tática e discussão de melhorias
. Reuniões Extraordinárias: Realizadas imediatamente após sinistros ou ocorrência de simulados
. Exercício Simulado de Abandono: Obrigatório no mínimo uma vez a cada 12 meses, com participação de toda a população da edificação e registro formal em ata detalhada
.
8. Avaliação em Vistorias Técnicas (Anexo C)
Durante as vistorias de AVCB, o vistoriador do Corpo de Bombeiros pode selecionar brigadistas e aplicar 6 questões orais ou práticas (dentre as 24 do Anexo C)
. O brigadista avaliado precisa acertar no mínimo 3 questões para a brigada ser considerada aprovada
.
CUIDADO COM EQUIPAMENTOS
- Carga e Validade: Devem ser mantidos constantemente carregados, devidamente sinalizados e dentro do prazo de validade. Para os extintores de Pó Químico, a validade da carga é de 12 meses (anual).
- Pressurização: É necessário inspecionar se o ponteiro do manômetro está posicionado na faixa verde, o que indica que o cilindro possui a pressurização adequada para uso.
- Lacre de Segurança: O lacre plástico de segurança deve estar sempre intacto, servindo como garantia de inviolabilidade do equipamento.
- Teste Hidrostático: Deve ser realizado o teste hidrostático para avaliar a resistência da carcaça do extintor contra pressões extremas.
- Sinalização e Desobstrução: Os extintores devem estar completamente desobstruídos e devidamente sinalizados para garantir o livre acesso e identificação rápida em caso de sinistro.
- Acondicionamento no Abrigo: As mangueiras de incêndio devem ser armazenadas corretamente no interior do abrigo de hidrante. Recomenda-se que fiquem acondicionadas na forma aduchada (dobrada ao meio e enrolada a partir da dobra central, com os dois acoplamentos tipo Storz posicionados do lado externo) ou em zigue-zague no cesto/suporte. Esse cuidado evita a formação de nós e torções que impeçam o livre fluxo da água no momento de desenrolar.
- Teste Hidrostático: As mangueiras de incêndio possuem validade de teste hidrostático de 12 meses (anual), devendo passar por nova verificação periódica de pressão.
- Chave Storz: O abrigo do hidrante deve conter a chave Storz, ferramenta específica utilizada para conectar, apertar ou soltar as uniões e conexões com agilidade.
- Prevenção contra o Golpe de Aríete: Durante o uso do hidrante, o fechamento do registro ou esguicho regulável deve ser realizado de forma lenta para impedir o golpe de aríete, que pode danificar as tubulações do sistema.
- Integridade das Mangueiras: Mangueiras furadas inviabilizam o combate inicial e representam uma falha operacional grave de manutenção.
- Posicionamento Obrigatório: Devem permanecer obrigatoriamente fechadas e destrancadas. Elas nunca devem ser mantidas abertas por calços, cunhas ou amarrações, exceto se possuírem sistema automático de retenção ou destravamento integrado à central de alarme de incêndio.
- Inspeções Periódicas: Deve-se realizar inspeções semanais para garantir que as portas estejam desobstruídas e com as molas funcionando perfeitamente para vedar a passagem de fumaça, gases e calor para a rota de fuga enclausurada.
- Supervisão de Válvulas: A Válvula de Governo e Alarme (VGA) ou o Comando Seccional (CS) do sistema de sprinklers deve permanecer sempre ABERTO (geralmente travado e supervisionado com cadeado). Esse cuidado assegura que toda a rede de tubulação permaneça pressurizada e com fluxo pronto de água caso ocorra a ruptura de uma ampola termossensível.
- Presença e Monitoramento: As centrais de alarme e detecção devem ser instaladas em locais estratégicos com supervisão e presença humana constante (como portarias ou salas de monitoramento) para que qualquer sinal do detector de fumaça seja imediatamente processado.
- Baterias de Emergência: Os quadros que comandam os blocos autônomos ou o sistema central de iluminação de emergência devem ter suas baterias mantidas sob manutenção regular para garantir a visibilidade das rotas de fuga em uma pane elétrica.
- Reuniões Ordinárias e Relatórios: A liderança da brigada deve realizar reuniões mensais para analisar as condições de uso dos equipamentos e avaliar problemas reportados nas inspeções.
- Simulados de Abandono: A realização de exercícios simulados anuais (a cada 12 meses) é essencial para mapear eventuais falhas nos equipamentos instalados e no desempenho da brigada sob pressão.
- Equipamentos de Proteção Individual (EPI): Devem ser disponibilizados EPIs em conformidade com as normas (como balaclava, capacete, luvas e roupa de aproximação) adequados aos riscos específicos do local, garantindo que o brigadista não realize nenhum combate sem a devida proteção pessoal
- Supervisão Constante: A central de alarme (e a de detecção, muitas vezes integrada) deve ser instalada em um ponto estratégico que conte com presença humana e supervisão constante, como a portaria principal, guarita, recepção ou sala de segurança. Isso garante que qualquer sinal visual ou sonoro de alerta seja percebido imediatamente.
- Leitura de Endereços: Os operadores da central e a liderança da brigada devem estar plenamente treinados para ler e interpretar rapidamente as indicações de laços e endereços dos detectores de fumaça ou térmicos exibidos no painel, permitindo identificar com precisão o foco do sinistro.
- O Primeiro Passo: Ao avistar qualquer sinal de fogo, o primeiro passo indispensável da brigada (ou de qualquer ocupante) é acionar o alarme. Isso é feito por meio dos acionadores manuais (as "caixinhas vermelhas" instaladas a cerca de 1,20 m do piso próximo às saídas de emergência), que enviam um sinal elétrico imediato para alertar a central.
- Priorização Absoluta: Diante de um alarme confirmado na central, a primeira ação da brigada, antes mesmo de iniciar o combate físico ao fogo, deve ser o acionamento do Corpo de Bombeiros (telefone 193) e a ativação do Alarme Geral para iniciar a evacuação. Salvar vidas sempre precede a proteção do patrimônio.
- Sinal Sonoro Inconfundível: A central deve emitir um sinal sonoro para acionamento da brigada que seja inconfundível com qualquer outro ruído e perfeitamente audível em todos os pontos da edificação.
- Domínio do Equipamento: Conforme estabelecido pelas diretrizes de formação (Módulo 12), os brigadistas devem possuir pleno conhecimento sobre o funcionamento da central de alarme, sabendo identificar claramente as formas de acionamento e de desativação (procedimento de reset/silenciamento) dos dispositivos.
- Comunicação Coordenada: O operador da central (ou telefonista) desempenha um papel tático crucial. Ele deve estar posicionado em local seguro e estratégico para o abandono e ser treinado para centralizar as comunicações internas (por rádios, telefones, alto-falantes ou sistemas de som) e externas (contato com o Corpo de Bombeiros).
- Portas Corta-Fogo (PCF): As portas corta-fogo das rotas de fuga enclausuradas devem permanecer sempre fechadas. A única exceção permitida para que fiquem abertas é se possuírem um sistema automático de retenção e destravamento eletromagnético diretamente ligado à central de alarme. Havendo o sinal de incêndio na central, a alimentação dessas travas é cortada e as portas se fecham automaticamente para confinar a fumaça e o calor.
- Avaliação de Falhas: Durante os exercícios simulados de abandono de área (que devem ocorrer no mínimo a cada 12 meses com toda a população), o desempenho da central de alarme e o tempo de resposta entre o sinal e a evacuação total devem ser rigorosamente cronometrados e registrados em ata para correção de eventuais falhas técnicas ou operacionais.
1. O que é o Fogo?
2. O Tetraedro do Fogo (Elementos Essenciais)
- Combustível: Toda substância capaz de queimar e alimentar a combustão. Pode se apresentar em três estados físicos:
- Sólido: Madeira, papel, tecido (queimam em superfície e profundidade).
- Líquido: Gasolina, álcool, solventes (queimam apenas na superfície por meio de seus vapores).
- Gasoso: GLP, gás natural, acetileno (já se encontram em estado vapor e queimam imediatamente).
- Comburente (Oxigênio - $O_2$): O elemento ativador da combustão.
- Na atmosfera normal, a concentração de oxigênio é de aproximadamente 21%.
- Abaixo de 13% a 15%, a maioria dos combustíveis comuns não consegue sustentar a queima com chamas (base do método de abafamento).
- Calor (Temperatura / Energia de Ativação): Fonte térmica que inicia a reação, eleva a temperatura do combustível e gera os vapores inflamáveis necessários para a queima contínua.
- Reação Química em Cadeia: Processo autossustentável em que o calor gerado pela própria queima decompõe continuamente mais combustível em radicais livres, que por sua vez se combinam com o oxigênio gerando mais calor e mantendo a combustão ativa sem necessidade de fonte externa adicional.
3. Pontos e Temperaturas do Fogo
- Ponto de Fulgor (Flash Point): É a temperatura mínima na qual o combustível desprende vapores em quantidade suficiente para formar uma mistura inflamável com o ar atmosférico, inflamando-se ao contato de uma chama ou faísca externa, mas a combustão não se mantém se a fonte externa for retirada
. - Ponto de Combustão (Fire Point): É a temperatura ligeiramente superior ao ponto de fulgor na qual a liberação de vapores é contínua e suficiente para manter o fogo aceso, mesmo retirando-se a fonte de ignição externa
. - Ponto de Ignição (Ignition Temperature): É a temperatura em que o combustível atinge calor suficiente para inflamar e queimar espontaneamente, apenas pelo contato com o oxigênio do ar, sem necessidade de nenhuma faísca ou chama externa
.
4. Aplicação Prática no Combate a Princípios de Incêndio
- Quebrar o Calor / Resfriamento (ex.: água)
. - Retirar o Comburente O2 / Abafamento (ex.: CO_2 manta, tampa de panela)
. - Retirar o Combustível / Isolamento (ex.: fechamento de registro de gás, remoção de materiais)
. - Neutralizar a Reação em Cadeia / Extinção Química (ex.: pós químicos secos que sequestram radicais livres)
- Coordenador Geral da Brigada: É a autoridade máxima da brigada de incêndio na planta. Ele é responsável por coordenar a resposta de emergência de todas as edificações, independentemente do número de turnos existentes. Deve ser uma pessoa com forte capacidade de liderança e com respaldo direto da direção da empresa.
- Chefe da Edificação ou do Turno: Brigadista responsável por coordenar e executar as ações de emergência de uma edificação específica da planta ou em um turno de trabalho determinado.
- Líder de Setor, Pavimento ou Compartimento: Responsável pela coordenação das ações emergenciais de um pavimento, compartimento ou setor delimitado. É ele quem comanda diretamente os brigadistas daquela área física.
- Brigadistas: Os membros voluntários ou indicados que atuam diretamente na execução prática das ações de prevenção, combate ao princípio de incêndio, abandono de área seguro e aplicação dos primeiros socorros.
- Grupo de Apoio: Equipe formada por profissionais especializados da área de manutenção e segurança física — incluindo eletricistas, encanadores, segurança patrimonial e telefonistas/operadores de rádio.
1. Quais são os 4 elementos que compõem o tetraedro do fogo?
Resposta esperada: Combustível, Comburente ($O_2$), Calor e Reação em Cadeia
.
2. Qual é o agente extintor mais indicado para combater princípios de incêndio em equipamentos elétricos energizados (Classe C)?
Resposta esperada: Gás Carbônico ($CO_2$) ou Pó Químico (BC/ABC)
.
3. Por que as portas corta-fogo das escadas de emergência não podem ser mantidas abertas por cunhas ou calços?
Resposta esperada: Porque devem impedir a penetração de fumaça, gases tóxicos e calor na rota de fuga
.
4. Em qual ponto do fogo o brigadista deve direcionar o jato do agente extintor?
Resposta esperada: Diretamente na base das chamas, em movimento de varredura
.
5. Qual a diferença fundamental entre o método de extinção por Resfriamento e por Abafamento?
Resposta esperada: Resfriamento retira o calor; abafamento retira ou reduz o oxigênio (comburente)
.
6. Para que serve o registro de recalque instalado na calçada/fachada da edificação?
Resposta esperada: Para permitir que a viatura do Corpo de Bombeiros pressurize e forneça água à rede interna de hidrantes/sprinklers
.
7. O que caracteriza o acondicionamento de mangueira na forma aduchada?
Resposta esperada: Mangueira dobrada ao meio e enrolada a partir do centro, mantendo os dois acoplamentos (Storz) externos e livres para conexão rápida
.
8. Em uma evacuação, quais áreas devem ser priorizadas na ordem de abandono do prédio?
Resposta esperada: O pavimento/setor sinistrado e os pavimentos imediatamente superiores a ele
.
9. Qual a posição de trabalho normal da Válvula de Governo e Alarme (VGA) do sistema de sprinklers?
Resposta esperada: Sempre totalmente aberta (e travada/supervisionada)
.
10. Qual a frequência e a profundidade corretas para compressões torácicas na RCP em adultos?
Resposta esperada: Frequência de 100 a 120 compressões por minuto e profundidade de 5 a 6 cm.
11. No protocolo de avaliação inicial de trauma XABCDE, o que significa a letra "X"?
Resposta esperada: Controle de hemorragias externas graves/exsanguinantes com risco iminente de morte
.
12. Com que periodicidade mínima deve ser realizado o exercício simulado de abandono na edificação?
Resposta esperada: No mínimo uma vez a cada 12 meses (anualmente)
.
13. Qual a validade do atestado de formação e treinamento da brigada de incêndio?
Resposta esperada: Máxima de 12 meses (1 ano)
.
14. Cite duas funções imediatas do brigadista ao identificar um princípio de incêndio.
Resposta esperada: Alertar a central/acionar alarme, iniciar o abandono da área e combater o foco inicial se houver segurança
.
15. Qual a distância mínima de segurança recomendada para o ponto de encontro externo durante um abandono de área?
Resposta esperada: No mínimo 100 metros de distância do local do sinistro
.
1. ( ) O tetraedro do fogo é formado por quatro elementos essenciais: combustível, comburente ($O_2$), calor e a reação química em cadeia
2. ( ) Em caso de incêndio envolvendo equipamentos elétricos energizados (Classe C), o extintor de Água Pressurizada (AP) pode ser utilizado desde que aplicado com jato em forma de neblina.
3. ( ) As portas corta-fogo instaladas em escadas de segurança protegidas/enclausuradas devem permanecer sempre fechadas e destrancadas, nunca sendo calçadas ou travadas abertas
4. ( ) O método de extinção por abafamento consiste na retirada do material combustível que ainda não entrou em processo de queima
5. ( ) No método de acondicionamento de mangueira tipo aduchada, a mangueira é dobrada ao meio e enrolada a partir da dobra central, permitindo que as duas conexões fiquem expostas para engate rápido
6. ( ) A Válvula de Governo e Alarme (VGA) do sistema de chuveiros automáticos (sprinklers) deve ser mantida normalmente fechada, devendo ser aberta pela brigada apenas no momento do sinistro
7. ( ) O atestado de formação da brigada de incêndio tem validade máxima de 12 meses, devendo ser realizada a atualização anual de treinamento
8. ( ) O registro de recalque da rede de hidrantes/sprinklers destina-se ao acionamento manual da mangueira pelos brigadistas no interior do pavimento
9. ( ) Na realização de Reanimação Cardiopulmonar (RCP) em um adulto, a frequência recomendada é de 100 a 120 compressões por minuto, com profundidade de 5 a 6 cm no centro do tórax.
10. ( ) Em uma situação de emergência com necessidade de evacuação total, a ordem de abandono deve priorizar os pavimentos inferiores e térreos, retirando por último o pavimento onde o sinistro começou
11. ( ) O extintor de Dióxido de Carbono ($CO_2$) extingue o fogo principalmente por abafamento, com ação secundária de resfriamento, sendo indicado para incêndios de Classe B e C
12. ( ) A avaliação primária de uma vítima de trauma deve seguir o protocolo sequencial XABCDE, iniciando pelo controle de grandes hemorragias externas exsanguinantes
13. ( ) A cada 12 meses deve ser realizado no mínimo um exercício simulado de abandono de área, total ou parcial, com a participação de toda a população da edificação
14. ( ) O brigadista deve aplicar o jato do extintor diretamente no topo das chamas e na fumaça para acelerar a extinção do calor
15. ( ) Durante a vistoria técnica do Corpo de Bombeiros, os brigadistas podem ser arguidos sobre sistemas de segurança, sendo aprovado o brigadista que acertar pelo menos metade das questões formuladas pelo vistoriador
Gabarito Comentado
( V ) — Correto. O tetraedro é composto por combustível, comburente, calor e reação em cadeia
. ( F ) — Incorreto. A água é condutora de eletricidade e oferece risco grave de choque elétrico. Em Classe C utilizam-se agentes não condutores ($CO_2$ ou Pó Químico)
. ( V ) — Correto. As portas corta-fogo devem impedir a passagem de chamas e fumaça para a rota de fuga e nunca podem estar calçadas
. ( F ) — Incorreto. A retirada do material combustível é o método de isolamento. O abafamento consiste na retirada/redução do comburente ($O_2$)
. ( V ) — Correto. O método aduchado deixa as duas pontas livres para conectar simultaneamente ao hidrante e ao esguicho sem enrolar
. ( F ) — Incorreto. A VGA deve permanecer sempre aberta e supervisionada para garantir água imediata aos bicos de sprinkler rompMaximamente
. ( V ) — Correto. Conforme o item 4.4 da IT 17/2025, o atestado é renovado a cada 12 meses
. ( F ) — Incorreto. O recalque fica na calçada/fachada externa e serve para pressurização da rede pelo caminhão do Corpo de Bombeiros
. ( V ) — Correto. Frequência de 100-120/min e profundidade de 5 a 6 cm no terço inferior do esterno.
( F ) — Incorreto. Conforme o item 4.8.3.1 da IT 17/2025, deve-se priorizar o local sinistrado e os pavimentos imediatamente superiores a ele
. ( V ) — Correto. O $CO_2$ não deixa resíduos, não conduz eletricidade e atua por abafamento e choque térmico
. ( V ) — Correto. O protocolo atual preconiza o "X" inicial para hemostasia rápida de hemorragias com risco iminente de morte
. ( V ) — Correto. Requisito obrigatório do item 4.7.3.1 da IT 17/2025
. ( F ) — Incorreto. O jato do agente extintor deve ser direcionado sempre à base do fogo com movimento de varredura
. ( V ) — Correto. Conforme o item 4.10.1.1 da IT 17/2025, o vistoriador faz 6 perguntas do Anexo C e o brigadista deve acertar no mínimo 3
.
A origem do protocolo XABCDE é o resultado da evolução da medicina militar de combate e sua posterior integração aos protocolos civis de trauma:
O modelo original (ABCDE): Criado no final da década de 1970 pelo cirurgião ortopedista Dr. James Styner após um acidente aéreo com sua família, o sistema deu origem ao ATLS (Advanced Trauma Life Support), adotado pelo Colégio Americano de Cirurgiões (ACS) com a premissa de que a via aérea (A) vinha sempre em primeiro lugar.
A influência da medicina militar (TCCC): Durante os conflitos no Afeganistão e no Iraque nos anos 1990 e 2000, o comitê do TCCC (Tactical Combat Casualty Care) identificou que a principal causa de morte evitável no campo de batalha não era a perda de via aérea, mas sim a hemorragia maciça de extremidades (membros amputados ou perfurações arteriais graves), capaz de matar em menos de três minutos.
A introdução do "X": O TCCC adotou a sigla MARCH (Massive Hemorrhage, Airway, Respiration, Circulation, Hypothermia), colocando o sangramento catastrófico como prioridade absoluta antes de qualquer outra intervenção.
Adoção civil no PHTLS (9ª edição): A partir de 2018/2019, o PHTLS (Prehospital Trauma Life Support), em sua 9ª edição, incorporou oficialmente a letra X (Exsanguinating Hemorrhage) antes do clássico ABCDE para a prática pré-hospitalar civil, reconhecendo que conter uma perda sanguínea fatal deve preceder a checagem das vias aéreas.
O protocolo XABCDE é uma abordagem sistematizada de atendimento pré-hospitalar utilizada em situações de emergência e trauma para identificar e tratar rapidamente condições que ameaçam a vida. Cada letra representa uma etapa prioritária na avaliação e no suporte à vítima:
X - Hemorragias Exsanguinantes (Controle de sangramentos graves): A prioridade máxima é identificar e conter hemorragias externas maciças (em membros ou áreas de junção) que possam levar o paciente à morte por exsanguinação em poucos minutos, utilizando torniquetes ou compressão direta antes mesmo de avaliar a via aérea.
A - Vias Aéreas e Estabilização da Coluna Cervical: Verifica-se se as vias aéreas estão permeáveis e livres de obstruções (como corpos estranhos, sangue ou secreções). Simultaneamente, realiza-se a estabilização manual da coluna cervical para prevenir lesões medulares.
B - Respiração e Ventilação (Breathing): Avalia-se a qualidade e a frequência da respiração. Verifica-se a expansibilidade torácica, presença de lesões como pneumotórax hipertensivo ou tórax instável, garantindo que o oxigênio esteja sendo trocado adequadamente.
C - Circulação e Controle de Hemorragias (Circulation): Analisa-se o pulso, a perfusão periférica, a coloração e a temperatura da pele. Identificam-se sinais de choque (hipovolêmico ou cardiogênico) e controlam-se outras hemorragias menores que não entram na categoria inicial do "X".
D - Déficit Neurológico (Disability): Realiza-se uma avaliação rápida do estado neurológico da vítima, frequentemente utilizando a escala de coma de Glasgow ou o método AVPU (Alerta, resposta a estímulo Verbal, resposta a estímulo Doloroso, Inresponsivo), além de verificar o tamanho e a reação das pupilas.
E - Exposição e Controle do Ambiente (Exposure): A roupa da vítima é removida com cuidado para permitir uma inspeção completa em busca de lesões ocultas, fraturas ou ferimentos pelo corpo, tomando o cuidado de prevenir a hipotermia cobrindo o paciente logo em seguida.
Comentários
Postar um comentário
Partipe positivamente, ajude de alguma forma, comente, elogie, amplie o conhecimento e defenda seu ponto de vista.