Qual é o objetivo principal do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) previsto na NR-01?
Quais documentos compõem obrigatoriamente a estrutura formal do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR)?
Qual é a diferença conceitual e prática entre "perigo" (ou fator de risco) e "risco ocupacional" segundo a norma?
Quais são os requisitos mínimos que devem constar no Inventário de Riscos Ocupacionais?
Como deve ser estruturado o Plano de Ação do PGR em relação a prazos, responsáveis e medidas de controle?
Em quais situações a organização é obrigada a realizar a revisão da avaliação de riscos do PGR?
Qual é o prazo máximo padrão estabelecido pela NR-01 para a reavaliação dos riscos ocupacionais em empresas com sistemas de gestão certificados?
Como a organização deve aplicar a hierarquia das medidas de prevenção (eliminação, EPC, administrativa e EPI) na prática?
Quais são as condições e critérios para que Microempresas (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EPP) fiquem dispensadas da elaboração do PGR?
Como a NR-01 regulamenta o direito de recusa do trabalhador em situações de risco grave e iminente?
Quais informações de segurança e saúde no trabalho devem ser obrigatoriamente prestadas aos trabalhadores na admissão e periodicamente?
Como devem ser tratadas a identificação de perigos e a avaliação de riscos em atividades executadas por empresas contratadas ou prestadoras de serviços?
Quais são as exigências normativas para a realização e o aproveitamento de treinamentos na modalidade de Ensino a Distância (EaD) ou semipresencial?
Qual é o tempo mínimo de guarda e disponibilidade dos documentos que integram o PGR para fiscalização?
Como a empresa deve proceder na identificação de novos perigos após a ocorrência de acidentes de trabalho ou doenças ocupacionais?
De que maneira os trabalhadores e seus representantes (como a CIPA) devem participar dos processos de identificação de perigos e percepção de riscos?
Quais critérios a organização deve adotar para definir a severidade e a probabilidade na classificação do nível de risco ocupacional?
Como as informações sobre produtos químicos perigosos (FDS/FISPQ) devem ser integradas ao processo de avaliação do PGR?
De que forma o PGR deve se articular com os demais programas de SST, em especial o PCMSO (NR-07)?
Quais são as diretrizes da NR-01 para a elaboração e implementação de procedimentos de preparação para respostas a emergências?
* A principal finalidade da matriz no GRO é calcular e hierarquizar o nível de risco a partir do cruzamento entre probabilidade e severidade.
* A estrutura bidimensional da ferramenta apoia-se nos eixos de severidade (impacto do agravo) e probabilidade (frequência e exposição).
* A matriz atua como ferramenta metodológica de gradação, enquanto o inventário é o documento normativo do PGR que consolida os perigos e dados de avaliação.
* A origem formal do método consolidou-se no setor aeroespacial e militar norte-americano por meio da norma MIL-STD-882.
* O cálculo da probabilidade deve ponderar a eficácia real das medidas de proteção coletiva, administrativas e individuais em vigor.
* Havendo múltiplos desfechos possíveis para um mesmo perigo, adota-se a consequência de maior gravidade potencial para a avaliação.
* O método FMEA introduz o eixo da detectabilidade ao lado da severidade e da ocorrência para calcular o RPN.
* Um risco classificado como crítico ou intolerável exige interrupção da atividade ou implementação imediata de medidas de contenção.
* Pontuações numéricas tornam-se ineficazes sem critérios qualitativos descritos que definam o significado prático de cada nível.
* Exposições com potencial de queimaduras severas e morte enquadram-se na escala máxima de severidade (maior ou catastrófica).
* Áreas artísticas manuais, como a caligrafia, não utilizam formalmente matrizes paramétricas de probabilidade e impacto.
* A NR-01 concede liberdade para a escolha do formato da matriz (ex.: 3x3, 5x5), exigindo apenas a documentação explícita de seus critérios.
* A instalação de barreiras de engenharia atua diretamente na atenuação da probabilidade e na redução do nível de exposição do trabalhador.
* O cruzamento entre probabilidade rara e impacto moderado gera um nível baixo de risco, demandando apenas monitoramento contínuo.
* Os resultados apurados na matriz e no inventário alimentam diretamente o plano de ação, definindo a prioridade das intervenções preventivas.
1. Qual é a principal função da Matriz de Risco no contexto do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO/NR-01)?
a) Substituir a emissão de laudos de insalubridade e periculosidade.
b) Determinar e hierarquizar o nível de risco cruzando probabilidade e severidade.
c) Listar nominalmente os funcionários aptos para o trabalho em altura.
d) Servir exclusivamente como comprovante financeiro para a compra de EPIs.
2. Quais são os dois eixos fundamentais utilizados na construção de uma matriz de risco tradicional bidimensional?
a) Custo financeiro e Tempo de execução.
b) Detectabilidade e Margem de erro.
c) Severidade (consequência) e Probabilidade (frequência/exposição).
d) Quantidade de trabalhadores e Idade das máquinas.
3. Em relação à NR-01, qual é a diferença formal entre o Inventário de Riscos e a Matriz de Riscos?
a) Não há diferença; ambos são exatamente o mesmo documento normativo.
b) A Matriz é o documento oficial arquivado por 20 anos; o Inventário é apenas um gráfico opcional.
c) A Matriz é a ferramenta metodológica de gradação; o Inventário é o documento obrigatório que consolida perigos, dados e classificações.
d) O Inventário avalia apenas acidentes típicos; a Matriz avalia apenas doenças ocupacionais.
4. A origem histórica e formal da Matriz de Risco moderna remonta ao final da década de 1960 em qual setor?
a) Setor bancário e financeiro britânico.
b) Indústria têxtil da Revolução Industrial.
c) Setor militar e aeroespacial norte-americano (MIL-STD-882).
d) Construção civil residencial europeia.
5. Ao avaliar o eixo da Probabilidade na NR-01, qual fator deve ser levado em consideração além do tempo de exposição?
a) O faturamento mensal do setor analisado.
b) A eficácia e o funcionamento das medidas de prevenção já implementadas.
c) O número de horas extras pagas no exercício anterior.
d) A marca comercial dos equipamentos de proteção individual.
6. Quando um perigo apresenta potencial para gerar diferentes consequências (ex.: desde um corte superficial até uma amputação), qual critério de Severidade deve ser adotado na avaliação da matriz?
a) A média aritmética entre a menor e a maior consequência.
b) A consequência mais provável ou de maior magnitude/gravidade esperada.
c) Sempre a consequência mais leve para reduzir o custo do plano de ação.
d) Nenhuma, devendo o perigo ser desconsiderado até que o evento ocorra.
7. No método FMEA (Engenharia de Confiabilidade), qual variável é adicionada à Severidade e Ocorrência que o diferencia da Matriz de Risco tradicional?
a) Custo de Reparo.
b) Detectabilidade.
c) Vida útil da máquina.
d) Velocidade de produção.
8. Uma empresa avaliou um risco em uma matriz 5x5 e obteve o resultado "Crítico / Intolerável". De acordo com as boas práticas de gestão de SST, qual deve ser a conduta imediata?
a) Programar uma revisão documental para o ano seguinte.
b) Adotar ações imediatas de contenção/mitigação ou paralisar a atividade até que o risco seja controlado.
c) Apenas fornecer um termo de responsabilidade para o trabalhador assinar.
d) Substituir a matriz 5x5 por uma matriz 3x3 para reduzir a pontuação.
9. Por que números isolados (ex.: Risco = 12 ou Risco = 4) não têm valor prático em uma Matriz de Riscos se não houver critérios descritos?
a) Porque números exigem obrigatoriamente conversão para porcentagem monetária.
b) Porque a NR-01 proíbe o uso de números na área de segurança do trabalho.
c) Porque sem a parametrização prévia das escalas, a pontuação torna-se subjetiva e impede a tomada de decisão coerente.
d) Porque matrizes com valores numéricos só podem ser assinadas por auditores fiscais.
10. Uma tarefa no setor de fundição expõe o operador a respingos de metal a $1400^\circ\text{C}$. Sabendo que a consequência potencial é óbito ou queimadura de 3º grau com sequela grave, como deve ser pontuada a Severidade?
a) Insignificante.
b) Menor / Leve.
c) Moderada.
d) Maior / Catastrófica.
11. Qual das seguintes disciplinas NÃO utiliza adaptações da Matriz de Risco em seus processos rotineiros?
a) Cibersegurança e Segurança da Informação (ISO 27001).
b) Gestão de Projetos e Prazos (PMBOK/PMI).
c) Caligrafia artística e produção tipográfica manual.
d) Gestão Ambiental e Sustentabilidade (ISO 14001).
12. Em relação aos formatos de matrizes de risco (ex.: 3x3, 4x4, 5x5), o que estabelece a NR-01?
a) Obriga o uso exclusivo do modelo 5x5 para todas as empresas brasileiras.
b) Permite que a organização adote a ferramenta/matriz de sua escolha, desde que os critérios sejam expressos e documentados.
c) Proíbe o uso de matrizes 3x3 para indústrias de grau de risco 3 e 4.
d) Exige aprovação prévia do formato da matriz pelo Ministério do Trabalho antes de sua aplicação.
13. A implementação de uma proteção coletiva (como o enclausuramento acústico de uma máquina ruidosa) altera primariamente qual eixo na matriz de risco ocupacional?
a) Apenas o custo do imposto patronal.
b) A Severidade do dano biológico (surdez).
c) A Probabilidade / Nível de exposição dos trabalhadores ao agente nocivo.
d) A data de emissão do CNPJ da organização.
14. A correlação de um perigo classificado como "Severidade: Média" e "Probabilidade: Rara" tipicamente resulta em qual nível de ação gerencial?
a) Nível Baixo/Trivial, exigindo apenas monitoramento e manutenção dos controles existentes.
b) Interrupção imediata de toda a planta industrial.
c) Notificação compulsória à Defesa Civil municipal.
d) Classificação automática como risco intolerável.
15. Qual é o principal destino das conclusões geradas pela Matriz e consolidadas no Inventário de Riscos dentro da lógica do PGR?
a) O arquivo morto da empresa para fins de descarte de papéis.
b) O Plano de Ação, que define cronogramas, responsáveis e medidas prioritárias de prevenção.
c) O cálculo de comissão de vendas do setor comercial.
d) A folha de pagamento para aplicação automática de descontos salariais.
Estabelecer diretrizes e requisitos para a gestão e a melhoria contínua dos processos de prevenção de acidentes e doenças ocupacionais em todos os ambientes de trabalho.
O Inventário de Riscos Ocupacionais e o Plano de Ação.
Perigo é a fonte geradora com potencial de causar dano; risco ocupacional é a combinação da probabilidade de ocorrência do evento com a severidade da lesão gerada.
Caracterização dos processos e ambientes, descrição dos perigos/fontes, indicação dos trabalhadores expostos, dados de avaliações ambientais, medidas de controle existentes e classificação final do risco com seus critérios.
Com medidas de prevenção a serem introduzidas, aprimoradas ou mantidas, definição de cronograma com prazos claros, formas de acompanhamento/aferição de resultados e responsáveis pela execução.
Após modificações nas tecnologias/processos, quando identificadas inadequações nos controles, após acidentes ou doenças ocupacionais, e periodicamente conforme os prazos da norma.
A cada 2 anos como regra geral, ou até 3 anos para organizações que possuam certificações em sistemas de gestão de SST reconhecidos.
Priorizando a eliminação do perigo na fonte; em seguida, aplicando medidas de proteção coletiva (EPC), medidas administrativas/organizacionais e, por último, Equipamentos de Proteção Individual (EPI).
ME e EPP de graus de risco 1 e 2 que declararem digitalmente a inexistência de riscos físicos, químicos e biológicos e cumprirem a consulta ao trabalhador ficam desobrigadas do PGR.
O trabalhador pode interromper suas atividades e comunicar imediatamente ao superior quando constatar situação de trabalho que envolva risco grave e iminente para sua vida ou saúde, sem sofrer prejuízos.
Os riscos ocupacionais nos locais de trabalho, as medidas preventivas adotadas pela empresa, os procedimentos de emergência e os resultados das avaliações ambientais.
A contratante deve fornecer informações sobre seus perigos à contratada e incluir as atividades terceirizadas em seu PGR quando executadas em suas dependências, exigindo o inventário correspondente da prestadora.
Cumprimento de projeto pedagógico estruturado, ambiente virtual com controle de acesso e frequência, carga horária compatível, canal de tutoria e realização de etapas práticas presenciais obrigatórias.
O acervo de documentos que integram o PGR deve ser mantido disponível para a fiscalização trabalhista por um período mínimo de 20 anos.
A empresa deve reavaliar os riscos daquela atividade específica, investigar as causas determinantes do evento e revisar o Inventário e o Plano de Ação para evitar reincidências.
Mediante processos de escuta ativa, consulta prévia, disponibilização de canais de relato, participação na elaboração do mapa de riscos e integração nas investigações de acidentes.
A severidade considera a magnitude do dano físico ou mental (com ou sem afastamento, sequela, óbito); a probabilidade considera a frequência da exposição, histórico de ocorrências e eficácia dos controles já instalados.
Devem ser utilizadas como fonte técnica mandatória para identificar ingredientes perigosos, vias de absorção, limites de exposição, medidas de primeiros socorros e EPIs adequados no inventário.
Os riscos mapeados no PGR (em especial químicos, físicos, biológicos e ergonômicos) devem subsidiar diretamente o planejamento dos exames médicos admissionais, periódicos e complementares da NR-07.
A organização deve prever ações de primeiros socorros, evacuação de instalações, combate a princípios de incêndio e comunicação imediata com serviços públicos ou privados de socorro.
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