MECÂNICA BÁSICA

 




BRONZINAS E BIELAS
https://www.youtube.com/watch?v=iq2QDDjSMy0


Função e Tecnologia:

  • Redução de atrito: A principal função das bronzinas em motores a combustão é a redução do atrito diante das altas cargas e exigências (0:22 - 0:42).
  • Qualidade e autenticidade: As bronzinas Cobain Schmidt KS possuem embalagem azul, etiqueta com informações técnicas e QR Code para validação de autenticidade (1:00 - 1:35).

Tipos de Estrutura:

  • Bimetálica: Composta por suporte de aço, camada intermediária de alumínio (se necessário) e pista de deslize de alumínio com estanho, cobre e silício (2:14 - 2:33).
  • Trimetálica: Composta por suporte de aço, camada de bronze ou latão à base de chumbo, camada intermediária de níquel e pista de deslize de alumínio, estanho e cobre (2:35 - 2:54).
  • Sputter: Um tipo de bronzina trimetálica que utiliza o processo PVD para acabamento, garantindo até 50% mais resistência ao desgaste (2:55 - 3:24).

Instalação e Cuidados:

  • Limpeza: A limpeza rigorosa dos alojamentos e das bronzinas é fundamental antes da aferição e instalação (3:53 - 4:03).
  • Aferição: Deve-se medir o alojamento em três pontos para identificar diâmetro e circularidade, conforme as especificações do fabricante (4:14 - 4:21).
  • Folga Radial: Calculada subtraindo o diâmetro do colo do virabrequim pelo diâmetro medido da bronzina instalada no alojamento (4:57 - 5:18).
  • Lubrificação: É obrigatório lubrificar toda a pista de deslize antes da montagem final (5:58 - 6:08).
  • Parafusos: Devem ser substituídos se atingirem o comprimento máximo ou o diâmetro mínimo permitido (6:18 - 6:26).
  • Posicionamento: As bronzinas Sputter possuem posição específica de instalação, indicada por uma gravação nas costas da peça (6:28 - 6:47).










MONTAGEM E INSTALAÇÃO DE PISTÕES
https://www.youtube.com/watch?v=Jtekj-Mgaww

  • Tecnologias de Pistão (1:39 - 2:13): Existem diferentes tipos construtivos, como os de alumínio (alta carga e condutividade térmica), pistões articulados (topo em aço e saia em alumínio para maior resistência) e pistões forjados em aço (ideais para pressões e temperaturas extremas).
  • Verificações Pré-Instalação (2:13 - 3:32): É crucial verificar se os pistões novos possuem as mesmas características dimensionais do pistão original, incluindo perfil da câmara de combustão, altura de compressão e diâmetro nominal, este último medido na parte inferior da saia.
  • Montagem do Conjunto (4:03 - 5:48):
    • Ao montar bielas e pinos, deve-se usar alicate especial para as travas.
    • Em montagens por contração (pinos oscilantes), a biela deve ser aquecida de forma controlada para evitar danos ou engripamento.
  • Instalação no Bloco (6:01 - 6:29): O pistão deve ser inserido sem golpes fortes, utilizando lubrificação e ferramentas como cintas ou luvas cônicas.
  • Atenção aos Ciclos Diesel (6:29 - 7:27): Motores diesel exigem a medição da protusão (ou projeção) do pistão em relação à face do bloco, essencial para garantir a taxa de compressão correta e evitar colisões com o cabeçote.
  • Usinagem do Topo (7:27 - 8:07): A Motorservice não recomenda o torneamento (usinagem) do topo dos pistões para adaptação, sugerindo o uso de peças com altura de compressão específica para o recondicionamento.







https://www.youtube.com/watch?v=HVWimtXJ87A

  • Função das Camisas: As camisas úmidas mantêm a câmara de combustão vedada e realizam a troca térmica através do líquido refrigerante (0:20-0:28).
  • Características Construtivas: Fabricadas em ferro fundido, possuem espessura entre 7 mm e 15 mm e alta resistência a fadiga, temperatura e pressão (1:27-1:41).
  • Verificação do Bloco: Antes da instalação, é essencial verificar a planicidade do alojamento do bloco usando uma régua e relógio comparador. O alojamento deve estar isento de oxidação e impurezas (3:36-4:46).
  • Projeção da Camisa: A projeção da camisa em relação à face do bloco deve ser medida em quatro pontos (90 graus) antes da instalação definitiva (5:36-6:09).
  • Uso do Anel Tombak: Caso a projeção esteja abaixo do especificado, utiliza-se um calço (anel tombak). Atenção: deve-se usar apenas um anel; nunca sobreponha múltiplos anéis (6:21-6:41).
  • Lubrificação: A pasta lubrificante deve ser aplicada apenas na face de contato dos vedadores com a camisa. Não lubrifique a face de contato dos vedadores com o bloco para evitar torções ou movimentação indevida durante a montagem (7:17-7:36).
  • Proibição de Selantes: Nunca utilize selantes líquidos ou à base de derivados de petróleo na instalação (7:37-7:43).
  • Finalização: Após a instalação, deve-se realizar o controle dimensional do diâmetro interno com um súbito para garantir que não houve ovalização (8:05-8:17).







https://www.youtube.com/watch?v=UfWD7s__irE


Funções dos Anéis de Segmento:

  • 1ª Canaleta (Anel de Compressão): Responsável pela vedação dos gases de combustão entre a câmara e o cárter (01:32).
  • 2ª Canaleta (Anel Raspador): Auxilia na vedação e no controle do filme de óleo no cilindro (01:45).
  • 3ª Canaleta (Anel de Óleo): Controla a quantidade de óleo na superfície do cilindro, mantendo uma película entre 1 e 2 mícrons (01:56).

Características Construtivas:

  • Os anéis são fabricados em ferro fundido ou aço, sendo o aço cada vez mais utilizado devido às normas de emissão (02:15).
  • Recebem tratamentos superficiais como molibdênio, cromo, cromo diamante, cromo cerâmico ou PVD para reduzir atrito e desgaste (02:36).

Dicas de Montagem:

  • Verificação: Antes da montagem, é obrigatório conferir a abertura entre pontas com um calibre de lâminas, conforme as especificações do fabricante (03:14).
  • Posicionamento: Os anéis possuem lado correto de montagem, indicado por gravações como "TOP" ou "KS" (03:25).
  • Ferramentas: Deve-se utilizar um alicate de montagem para evitar deformações ou torção do anel (03:40).
  • Lubrificação: Após a instalação no pistão, é fundamental lubrificar as canaletas e anéis com óleo de motor (05:40).
  • Defasagem: Ao instalar o conjunto pistão + anéis no cilindro (usando cinta ou luva cônica), as aberturas (pontas) dos anéis devem ser defasadas entre si (geralmente 120° ou 180°, conforme o fabricante) (05:50).





INSTALAÇÃO DAS BIELAS
https://www.youtube.com/watch?v=PLiN8XO1oZQ




Função e Estrutura das Bielas:

  • Função: As bielas conectam o virabrequim aos pistões, transferindo as forças da combustão para os moentes (0:21-0:34).
  • Materiais: Podem ser forjadas em ligas de aço ou ferro fundido, dependendo da carga aplicada (1:15-1:24).
  • Tipos de Separação: A capa da biela pode ser reta ou inclinada. A separação inclinada é frequente em motores com moentes grandes ou motores em V (1:53-2:21).
  • Bielas Fraturadas: Utilizam uma linha de ruptura ou laser para a separação da capa. Isso garante maior exatidão, menor peso, resistência a deformações e redução de ruído (2:42-3:18).
  • Formatos: As bielas podem ser paralelas ou trapezoidais (estas últimas desenvolvidas para melhorar a absorção de forças da combustão) (3:18-3:48).

Cuidados e Verificações (Controle Dimensional):

  • Inspeção Prévia: Antes da montagem, deve-se verificar a biela quanto a deformações e torções em um aparelho de teste (4:11-4:21).
  • Medição da Bucha: Utiliza-se um súbito com relógio comparador para identificar conicidade, cilindricidade e diâmetro nominal em toda a pista de deslize (4:32-4:48).
  • Torque: A biela deve ser torqueada conforme a especificação do fabricante antes de qualquer aferição dimensional (5:12-5:18).
  • Bielas Fraturadas (Atenção): Nunca misture ou inverta as capas das bielas fraturadas, pois isso causa danos permanentes nas superfícies de contato, impossibilitando a montagem (5:35-5:56).
  • Manuseio: A biela deve ser transportada sempre com a capa parafusada e as superfícies não devem estar sujas ou danificadas (6:06-6:18).


































BOMBA DE ÓLEO
https://www.youtube.com/watch?v=xkajB5aIDZ0




Função e Tipos de Bombas

  • Função Principal: As bombas de óleo garantem a lubrificação dos componentes do motor, transportando o óleo do cárter através do filtro e do radiador de óleo (0:17-0:36).
  • Bombas Variáveis: Desenvolvidas para melhor lubrificação em baixas rotações, podem proporcionar uma economia de energia de até 70% no motor (2:02-2:18).
  • Bombas Convencionais:
    • Engrenagem: Permitem fácil substituição (2:24-2:28).
    • Rotor: Permitem pressões mais altas e maior volume de bombeio (2:31-2:39).
    • Engrenagem Interna: Eficientes para alto volume de bombeio em baixas rotações (2:42-2:49).

Instruções de Instalação e Montagem

  • Preparação: Verifique superfícies de contato quanto a rugosidades e remova impurezas de juntas ou selantes antigos (3:28-3:40).
  • Lubrificação Prévia: Todas as peças móveis (engrenagens e eixos) devem ser lubrificadas com o óleo recomendado pelo fabricante do motor antes da montagem (3:44-3:56).
  • Vedações: Nunca reutilize juntas e anéis de vedação; substitua sempre por novos (4:05-4:10).
  • Uso de Adesivos: Utilize selantes ou adesivos líquidos apenas se estritamente especificados pelo fabricante do motor, para evitar que restos se soltem e prejudiquem a bomba (4:14-4:28).
  • Encaixe: A bomba deve ser montada sem forçar; caso haja dificuldade, verifique o encaixe (4:31-4:43).
  • Torque: Aplique rigorosamente o torque especificado pelo fabricante do motor (4:45-4:52).
  • Troca do Filtro: É obrigatório trocar o filtro de óleo e pré-lubrificá-lo com o óleo que será utilizado no motor (4:54-5:05).
  • Partida Inicial: É aconselhável preencher manualmente o sistema de lubrificação antes da primeira partida e evitar acelerações bruscas após ligar o motor (5:07-5:25).































INSTALAÇÃO DA BOMBA DE ÁGUA
https://www.youtube.com/watch?v=6HKVaw_LAig







Sobre o Sistema e Componentes:

  • Função Central: A bomba de água é o componente central do circuito de arrefecimento, responsável por transportar o líquido pelo motor (0:21).
  • Troca de Calor: O sistema de arrefecimento é responsável por até 40% da troca de calor nos motores (1:37).
  • Acionamento: As bombas mecânicas, fixadas no bloco do motor, podem ser acionadas por correia trapezoidal, Poly-V, correia dentada ou diretamente por engrenagens (1:44-2:08).
  • Impulsores (Rotores): São fundamentais para o desempenho da bomba, podendo ter geometrias otimizadas, ser abertos ou fechados, e fabricados em metal ou material sintético (2:11-2:57).

Instruções para Instalação:

  • Limpeza: É essencial remover completamente fragmentos de juntas antigas ou selantes da face de vedação do bloco do motor (3:28).
  • Lubrificação: Nunca gire a bomba manualmente a seco, pois o anel de vedação precisa de água para lubrificação; girá-la sem líquido pode causar danos prematuros, ruídos ou vazamentos (4:05-4:18).
  • Aplicação: Verifique sempre o tipo de vedação especificado pelo fabricante (junta ou selante líquido) (4:22).
  • Cuidado com Selantes: O uso excessivo de selante líquido é perigoso, pois o excesso pode entrar no sistema, danificar a bomba ou obstruir galerias de refrigeração, podendo causar o engripamento do motor (4:58-5:15).

Procedimentos Pós-Instalação:

  • Manutenção do Sistema: Antes de funcionar o motor, deve-se realizar a limpeza do sistema e verificar mangueiras e abraçadeiras (5:32-5:47).
  • Abastecimento: Utilize água desmineralizada (baixo teor de cálcio e sais) misturada com aditivo na proporção correta, conforme especificado pelo fabricante (geralmente 50/50) (6:00-6:20).
  • Estanqueidade: Verifique se há vazamentos e teste a tampa do reservatório de expansão, que atua como válvula de pressão do sistema (6:24-6:36).
  • Correias: Sempre verifique a polia e a correia de transmissão, substituindo-as se necessário e respeitando a tensão especificada (6:37-6:44).




































BRONZINAS DE MANCAL
https://www.youtube.com/watch?v=Vu4uLhYnrp4


 











Comentários